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Destaques

VI Encontro do Distrito Agreste - CONVITE

VI Encontro do Distrito Agreste do Regional NE B1-PE/AL Bom Conselho/PE 12, 13 e 14 de janeiro de 2018.
Tema: “Jovens protagonistas na construção de um mundo novo” Iluminação Bíblica: “Ser Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14)
CONVITE
Pesqueira-PE, 05 de dezembro de 2017.
Caríssimos Irmãos e Irmãs do nosso tão querido e alegre Distrito Agreste, Paz e bem!

É com imensa alegria que convidamos vocês para o nosso VI Encontro do Distrito Agreste, que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de janeiro de 2018, na cidade de Bom Conselho/PE
O Tema será: “Jovens protagonistas na construção de um mundo novo”, ser jovem protagonista é algo que nos jufristas procuramos vivenciar todos os dias em nossas vidas, sendo exemplo e levando o evangelho a todos, seguindo sempre os passos de nosso seráfico Pai São Francisco, neste encontro vamos refletir sobre o tema proposto e sobre nossa caminhada, enquanto distrito Agreste e fortalecer ainda mais os laços de fraternidade que já existem em nossos corações.
A…

O sentido e o significado das Chagas



Mais do que desvendar o caráter histórico das Chagas de São Francisco, importa refletir sobre a experiência de vida que se esconde sobre este fato. O que significa a expressão de Celano “levava a cruz enraizada em seu coração”? O que isso significou para o próprio Francisco? Há um significado para nós hoje, naquilo que com ele ocorreu? 
 Um erro comum é o de ver São Francisco como uma figura acabada, pronta, sem olhar para a caminhada que ele fez até chegar à semelhança perfeita (configuração) com o Cristo. O que ocorreu no Monte Alverne é o cume de toda uma vida, de uma busca incessante de Francisco em “seguir as pegadas de Jesus Cristo”. Francisco lançou-se numa aventura, sem tréguas, na qual deu tudo de si: a vontade, a inteligência e o amor. As chagas significam que Deus é Senhor de sua vida. Deus encontrou nele a plena abertura e a máxima liberdade para sua presença. 
O segundo significado das chagas é o de que Deus não é alienação para o ser humano, ao contrário, é sua plena realização e salvação. Colocando-se como centro da própria vida é que o homem se aliena e se destrói; torna-se absurdo para si mesmo no fechamento do seu ‘ego’. O homem só encontra sua verdadeira identidade, sua própria consistência e o sentido de sua existência em Deus. E Francisco fez esta descoberta: Jesus Cristo foi crucificado em razão de seu amor pela humanidade – “amou-os até o fim” – , e ele percorre este mesmo caminho. 
O terceiro significado: as chagas expressam que a vivência concreta do amor deixa marcas. A exemplo de Cristo, Francisco quis suportar/carregar e amar os irmãos para além do bem e do mal (amor incondicional). Essa atitude o levou a respeitar e acolher o ‘negativo’ dos outros mantendo a fraternidade apesar das divisões. Esse acolher e integrar o negativo da vida é a única forma de vencer o ‘diabólico’, rompendo com o farisaísmo e a autosuficiência, aniquilando o mal na própria carne. Só assim, o homem é de fato livre, porque não apenas suporta, mas ama e abraça o negativo que está em si e nos outros. 
O quarto significado: seguir o Cristo implica em morrer um pouco a cada dia: “Quem quiser ser meu discípulo, tome a sua cruz a cada dia e me siga” (Lc 9,23). Não vivemos num mundo que queremos, mas naquele que nos é imposto. Não fazemos tudo o que desejamos, mas aquilo que é possível e permitido. Somos chamados a viver alegremente mesmo com aquilo que nos incomoda, vencendo-se a si mesmo e integrando o ‘negativo’, de modo que ele seja superado. Nós seremos nós mesmos na mesma medida em que formos capazes de assumir nossa cruz. As chagas de São Francisco são as chagas de Cristo, e elas nos desafiam: ninguém pode conservar-se neutro, sem resposta diante da vida. 
São Francisco não contentou-se em unicamente seguir o Cristo. No seu encantamento com a pessoa do Filho de Deus, assemelhou-se e configurou-se com Ele. Este seu modo de viver está expresso na “perfeita alegria”, tema central da espiritualidade franciscana: “Acima de todos os dons e graças do Espírito Santo, está o de vencer-se a si mesmo, porque dos todos outros dons não podemos nos gloriar, mas na cruz da tribulação de cada sofrimento nós podemos nos gloriar porque isso é nosso”.

Frei Régis G. Ribeiro Daher
Fonte: Franciscanos.org.br

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